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Como funciona o trabalho dos caminhoneiros de distribuidoras de alimentos

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, o Brasil conta atualmente com quase 2 milhões de caminhoneiros em atividade, muitos deles atuando com distribuidoras de alimentos.

O trabalho muitas vezes invisível desses profissionais é indispensável para garantir a chegada de produtos alimentícios à mesa de milhões de brasileiros.

A importância da atividade ficou mais evidente em 2018, quando uma paralisação da categoria em busca de condições mais vantajosas de trabalho afetou seriamente o abastecimento em todo país e provocou reflexos em diversos outros setores. Saiba mais!

Sobre o que foi a greve dos caminhoneiros em 2018?

Em maio de 2018, caminhoneiros autônomos fizeram uma paralisação em nível nacional que durou 10 dias, bloqueou estradas e causou diversos reflexos no abastecimento do país.

A greve, também chamada de Crise do Diesel, só teve fim com a atuação da Polícia Rodoviária Federal e o Exército Brasileiro, que atuaram a pedido do então presidente Michel Temer para liberar o fluxo nas rodovias.

A principal reivindicação dos grevistas era a diminuição no preço dos combustíveis, especialmente do óleo diesel, já que a Petrobras praticava reajustes diários e imprevisíveis no que diz respeito ao valor em sua tabela desde 2017.

Além disso, os caminhoneiros lutavam, entre outras pautas, pelo fim da cobrança do pedágio por eixo suspenso, da tributação de PIS/Cofins sobre o óleo diesel e pela criação de um marco regulatório para a categoria.

Como a greve dos caminhoneiros afetou a rotina dos supermercados?

Como a malha rodoviária é o principal meio de distribuição de alimentos do país, a paralisação dos caminhoneiros e os consequentes bloqueios de rodovias no Distrito Federal e em mais 24 estados afetou seriamente a disponibilidade de produtos nos supermercados.

Em algumas regiões do Nordeste, por exemplo, houve queda de até 90% na entrega de alimentos, o que além de deixar a oferta muito abaixo da demanda fez os preços dispararem.

Mesmo com os preços em alta, alguns supermercados, feiras e distribuidoras de alimentos voltadas para o consumidor final chegaram a limitar a quantidade máxima de unidades de cada produto por cliente para evitar o desabastecimento total e garantir uma distribuição mais equilibrada do estoque.

Produtores e distribuidoras de alimentos também sofreram com paralisação

Além dos problemas que afetaram o consumidor final, a greve também trouxe prejuízos aos produtores e às distribuidoras de alimentos, já que muitos produtos perecíveis que estavam nas estradas foram desperdiçados e cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos morreram pela indisponibilidade de ração.

Como você pode ver, o trabalho dos caminhoneiros de distribuidoras de alimentos é indispensável para garantir o abastecimento de milhões de brasileiros e paralisações no setor, mesmo de curta duração, podem trazer graves prejuízos não só aos consumidores como a toda indústria alimentícia.

Gostou de entender melhor sobre como funciona o trabalho dos caminhoneiros de distribuidoras de alimentos e de que maneira a greve da categoria em 2018 afetou o país? Então não se esqueça de compartilhar o post em suas redes sociais para que mais pessoas possam entender melhor o tema!

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